Investimento via índices é diversificação a baixo custo – 26/10/2025 – Mercado

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Para quem está dando os primeiros passos no mundo dos investimentos ou precisa rebalancear o portfólio, índices são um excelente aliado. Segundo especialistas, os ativos que acompanham índices oferecem uma maneira de diversificar os ativos de uma forma barata e simples.

“Temos assistido uma procura e uma liquidez crescentes desses ativos. Há muitas opções em renda fixa e em renda variável que são bacanas para o investidor que está começando e quer diversificar a sua carteira a custo baixo”, diz Bruna Sene, analista de renda variável da Rico.

Um índice é uma carteira teórica de ativos feito por empresas como a B3 e a S&P para medir o desempenho de diferentes frentes do mercado financeiro. O mais famoso é o Ibovespa, que visa refletir as maiores ações listadas no Brasil. Cada companhia tem uma determinada fatia no índice e, quanto mais negociada, valorizada e relevante na economia nacional, maior a sua participação. Atualmente, a maior participação é da Vale, com 12% do índice, seguida de Petrobras, com 10%.

“Há índices com 90, 500 ou 10 mil empresas, a grande vantagem é essa, a diversificação. É uma estratégia interessante”, afirma Danilo Moreno, analista da Investo.

Os índices são atualizados periodicamente para excluir ativos que não correspondam mais ao objetivo do índice, e adicionar outros que passaram a fazer, recalibrando a participação de cada um. Essa escolha é feita por profissionais do mercado financeiro, o que facilita a vida do pequeno investidor.

“O investidor tende a vender o ativo no qual esta ganhando para embolsar os ganhos, mantendo as que estão mal na carteira. Já o índice é investir nas campeãs, o que contraria o habitual e, no longo prazo, dá mais resultado. Ele segue com as que performam bem, e abandona a que vai mal”, afirma Nícolas Merola, analista da EQI Research.

Investir via índices é possível por meio de fundos de investimento e previdências passivos, que têm taxas de administração entre outros custos, e por meio de ETFs (fundos de índice), mais baratos e negociados na Bolsa da mesma forma que ações.

Uma das grandes diferenças entre esses instrumentos é que nos ETFs não há “come-cotas”, a antecipação semestral do Imposto de Renda sobre os lucros obtidos no período. Outro chamariz é que não há a cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) em caso de resgates em menos de 30 dias.

Os ETF acompanham, necessariamente, algum índice. Ou seja, eles vão replicar as oscilações do índice ao qual estão atrelados. No caso do BOVA11, por exemplo, ele acompanha o Ibovespa e acumula a mesma valorização do principal índice da Bolsa nos últimos 12 meses.

Como a renda fixa atualmente está com rentabilidades ainda mais atrativas, os índices dessa modalidade estão aumentando.

“Neste ano, lançamos 12 novos índices, a maioria de renda fixa, em linha com o foco atual dos investidores”, diz Hênio Shciedt, gerente de Produtos na B3, responsável pelos índices.

Um deles é o Índice Tesouro Selic (TSLC), lançado no início de outubro. Este é o primeiro índice da B3 referenciado em títulos públicos, e veio acompanhado do ETF Nu CDI Tesouro Selic B3 (NCDI11), com uma taxa de administração de 0,15% ao ano.

Porém, desde 2023 já era possível colocar dinheiro nos títulos Teosuro Selic (LFTs) via ETFs, com o LTFS11, a uma taxa de 0,19% ao ano.

Um ponto de atenção, porém, é o Imposto de Renda. Isso porque a alíquota cobrada sobre ETFs de renda fixa varia conforme o prazo médio dos títulos do índice de referência (25% até 180 dias, 20% entre 181 e 720 dias, e 15% acima de 720 dias).

Por exemplo, no caso do LTFS11, a alíquota é de 25%, independente do prazo de resgate, já que o prazo médio de vencimento dos títulos dela é de até 180 dias.

Da mesma forma, há ETFs de renda fixa com alíquota fixa de 15% de IR, independente do prazo de investimento. Um deles é o B5P211 (ETF It Now IMA-B5 P2), que acompanha títulos do Tesouro IPCA+ (NTN-Bs).

Ou seja, ETFs de renda fixa podem ser utilizados como “caixa”, onde o dinheiro rende, mas pode ser resgatado a qualquer momento, com prazo de liquidação de um dia útil —em ETFs de renda variável, são dois dias úteis.

Para garantir a liquidez, no entanto, o investidor deve estar atento ao volume médio de negociação diária do ETF antes de comprá-lo, bem como aos formadores de mercado ligados a este ativo – instituições financeiras contratadas para comprar e vender as cotas junto ao público, fornecendo a liquidez necessária.

“Nos índices famosos, há várias opções de ETFs. Então, é preciso se atentar aos custos e a aderência ao índice, comparando se o desempenho de ambos está bem semelhante”, diz Merola, daEQI.

Outra dica do especialista é a análise dos componentes do índice. “Busque um índice que exprima o que você quer comprar”, completa.

Moreno, da Investo, recomenda o índice FTSE Global All Cap, que reúne mais de 9.000 ações do mundo todo, para investidores com objetivos de longo prazo e que podem deixar o dinheiro aplicado por uma década.

“No Brasil, o ETF BEST11 acompanha as ações mais defensivas (menos cíclicas e voláteis) da Bolsa, como bancos, elétricas, empresas de saneamento e de telecomunicações e seguradoras. É o índice mais defensivo da nossa Bolsa”, diz o analista.

Nos últimos 12 meses, o índice brasileiro que mais rendeu, segundo a Quantum Axis foi o IMOB, que acompanha as ações do setor imobiliário da B3. Com um ganho de 28%, ele supera o IMA-S, índice da Anbima que acompanha o Tesouro Selic, com retorno de 14%.

Também teve um bom desempenho o Ifix tijolo rural, que reúne fundos de investimento imobiliários ligados ao agronegócio, com alta de 25% no último ano.

COMO INVESTIR EM ÍNDICES?

Comprando cotas de fundos passivos ou de ETFs na sua corretora.

PARA QUEM É INDICADO?

Analistas recomendam a exposição a índices a todos os investidores, desde que a compra esteja de acordo com o perfil de risco. Se o investidor for conservador, não é recomendado o aporte em índices de renda variável.

QUANTO CUSTA?

Cotas de ETFs e fundos passivos costumam ser negociadas a partir de R$ 100. Há taxas de administração que vão de 0,1% a 0,3% ao ano, em média.

No caso dos fundos passivos, há “come-cotas” e incide a tabela regressiva do IR.

Nos ETFs de renda variável, o IR é o mesmo de ações, 15% ou 20%, se a compra e a venda for feita no mesmo dia (day trade). Para recolher o imposto, é preciso gerar um Darf (Documento de Arrecadação de Receitas Federais) após a venda.

ENTENDA O QUE REPRESENTA CADA ÍNDICE




















IMOB Índice Imobiliário da B3 , que mede o desempenho das ações de empresas do setor imobiliário (como construtoras e incorporadoras).
IFIX Global Índice de Fundos Imobiliários globais negociados na B3 via BDRs, refletindo o desempenho de REITs (FIIs internacionais).
IFIX (Tijolo) Segmento do Ifix composto por FIIs que investem em imóveis físicos (shoppings, galpões, escritórios etc.).
IFIX (Tijolo – Logística) Subconjunto do Ifix focado em fundos de galpões logísticos e centros de distribuição.
IFIX (Tijolo – Shopping) Subconjunto do Ifix composto por fundos de shoppings centers.
IFIX (Tijolo – Lajes) Subconjunto do Ifix com fundos de lajes corporativas (escritórios comerciais).

IFIX (Papel)
Subconjunto do Ifix formado por FIIs que investem em títulos de crédito imobiliário, como CRIs, e não em imóveis físicos.
IFIX Índice de Fundos de Investimento Imobiliário da B3, que mede o desempenho médio dos principais FIIs negociados no mercado.
IMA-S1 Índice de Mercado Anbima – Soberano, acompanha títulos públicos prefixados e atrelados à Selic de curto prazo.
IMA-B2 Índice Anbima de títulos públicos indexados à inflação (IPCA), com prazo médio mais curto (até 5 anos).
IFNC Índice Financeiro, que acompanha ações de bancos, seguradoras e instituições financeiras.
IDIV Índice de Dividendos, que reúne ações com histórico consistente de pagamento de dividendos.
IBOV (Ibovespa) Principal índice da B3, mede o desempenho das ações mais negociadas e representativas do mercado.
IBX (IBrX 100) Índice Brasil 100, que acompanha as 100 ações mais negociadas da B3, ponderadas por valor de mercado.
SMLL Índice Small Caps, mede o desempenho de empresas de menor valor de mercado (pequenas e médias).
IDIVERSA Índice de Diversidade, composto por empresas comprometidas com diversidade e inclusão, parte da pauta ESG.
ICON Índice de Consumo, que acompanha ações de empresas do setor de consumo, como varejistas e serviços ao consumidor.

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Fonte: Folha de São Paulo


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