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Principal fornecedora global de produtos de nióbio, a CBMM prevê produzir neste ano 100 mil toneladas de ferronióbio equivalente, ante cerca de 95 mil toneladas no ano passado, enquanto avança com esforços que visam impulsionar a ampliação desse mercado.
O chefe de estratégia da companhia, Eduardo Mencarini, afirmou ainda que a empresa conta com uma previsão de investimentos de R$ 10 bilhões nos próximos cinco anos, sendo que metade desse valor está relacionada com a expansão das atividades industriais, que busca a diversificação do portfólio, e também com manutenção.
O fornecimento de produtos de nióbio para a siderurgia permanece ainda como a principal atividade da CBMM, mas os planos de diversificação com ênfase em baterias ganham força ano a ano —a empresa já realizou testes com a Toshiba e Volkswagen Caminhões e Ônibus para veículos movidos à bateria de íons de lítio com nióbio.
A companhia, controlada pela família Moreira Salles, tem atualmente capacidade para produzir 150 mil toneladas de ferronióbio, enquanto a demanda global é de cerca de 125 mil toneladas, afirmou Mencarini, que participou do congresso Exposibram, em Salvador, nesta semana.
“A gente investe em capacidade produtiva de nióbio à frente da demanda de mercado porque a gente acredita que o nióbio ainda tem muitas aplicações inexploradas”, pontuou o executivo.
Como parte desse trabalho, a empresa tem investimentos em pesquisa, desenvolvimento e inovação que somam cerca de R$ 300 milhões por ano, que buscam novas aplicações para o nióbio.
Ao todo, atualmente, a CBMM tem uma mina, 16 plantas industriais e, nessas plantas, há aproximadamente 160 processos produtivos, de acordo com Mencarini.
Para apoiar o futuro, a empresa conta com vida útil estimada entre 40 e 50 anos em sua mina.
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Fonte: Folha de São Paulo


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