Latam: Ainda tem escola de aviação sem banheiro feminino – 12/11/2025 – Painel S.A.

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A vice-presidente da Latam Brasil, Maria Elisa Curcio, não poupou palavras ao falar do machismo estrutural que ainda impera no setor da aviação civil durante evento com empresárias e gestoras públicas em Brasília, na última terça (11). Ela disse que, desde a formação, a aviação é excludente para as profissionais que querem trabalhar na área.

“É um ambiente ainda bastante masculino. Não é incomum que não exista banheiro feminino nas escolas de formação, tanto para os cursos como para as horas de voo. A aviação ainda está atrás”, afirmou referindo-se ao avanço de outros setores em relação à inclusão feminina nas empresas.

Curcio disse que o céu é grande demais, mas ainda não foi conquistado por 50% da população brasileira, que são as mulheres.

“A aviação sempre foi símbolo de liberdade, de sonho, de desafio à natureza. Mas chegar aos céus e desafiar a lei da gravidade também acaba trazendo um ambiente em que não se olha para a mulher”, afirmou durante o Brasília Summit, realizado pelo Lide, grupo de líderes empresariais do ex-governador João Doria.

Ela citou um dado da Iata (Associação Internacional de Transporte Aéreo, na sigla em inglês) para mostrar por que, no imaginário da população, pilotos, comissários e chefes de cabine ainda são sempre homens: hoje, menos de 6% das posições de pilotos são ocupadas por mulheres.

Segundo a executiva, isso se dá, em parte, devido à própria jornada de trabalho na aviação, que é caracterizada pela ausência e dificuldades de conciliação entre a carreira e a vida familiar, com profissionais muitas vezes ficando de 12h a 48h fora de casa.

Ela também citou o alto custo da formação na aviação civil. “Hoje a formação de um piloto chega a R$ 300 mil desde os cursos teóricos até as horas de prática. Então, em uma desigualdade salarial posta, esse investimento para a carreira da aviação acaba naturalmente deixando as mulheres de lado”, afirmou.

Curcio também falou do desafio de fazer avançar na Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) uma legislação que impeça passegeiros indisciplinados de voar. Segundo a executiva, eles causam, em sua maioria, situações de violência dentro das aeronaves para as profissionais mulheres.

“Vocês não podem imaginar a tristeza que é ler todos os dias relatos das nossas profissionais sofrendo preconceitos, agressões verbais, muitas vezes toques indevidos e assédio em voo” relatou.

Nos bastidores do evento, a avaliação foi de que, enquanto muitas executivas tentou falar do avanço da diversidade no mundo corporativo, Maria Elisa Curcio entregou a realidade, sem maquiagem, sobre o machismo no universo empresarial e na aviação.


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Fonte: Folha de São Paulo


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