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A Vulcan Energy garantiu um pacote de financiamento de US$ 2,6 bilhões para construir o maior projeto de produção de lítio da Europa, que deverá gerar material suficiente para cerca de meio milhão de baterias de veículos elétricos por ano.
A exploradora de lítio afirmou que o financiamento para a primeira fase do projeto Lionheart, na Alemanha, cujo início de produção foi adiado duas vezes, abre caminho para o início das obras ainda nesta semana.
Projetos de lítio ao redor do mundo têm enfrentado atrasos por causa do colapso no preço do metal usado em baterias, o que afetou a confiança de investidores e a disposição de compradores, como montadoras, de firmar contratos de longo prazo.
Durante sua primeira década de produção, a Vulcan, listada na Austrália e apoiada pela magnata da mineração Gina Rinehart, pretende produzir cerca de 24 mil toneladas de hidróxido de lítio por ano, quantidade suficiente para aproximadamente 500 mil baterias de veículos elétricos.
A empresa fornecerá lítio do projeto para companhias como a montadora Stellantis, o grupo de tecnologia de materiais Umicore e o gigante de commodities Glencore, enquanto países ocidentais correm para diversificar o abastecimento de minerais críticos, hoje dependente da China.
A Vulcan disse ao Financial Times neste ano que os contratos de venda têm “uma mistura de mecanismos de precificação” e prazos de cinco a dez anos.
A empresa afirmou que o pacote —apoiado por agências dos governos europeu e alemão, pelo Banco Europeu de Investimento, por cinco agências de crédito à exportação e por sete bancos comerciais— combina dívida, subsídios governamentais, investimentos em ações e captação via emissão de ações.
Como parte do pacote de financiamento, a Vulcan planeja levantar até 603 milhões de euros em ações, a um preço fixo de 2,24 euros por papel.
“O conselho aprovou a decisão final de investimento, está tudo financiado e começaremos a cavar na sexta-feira (5)”, disse o presidente-executivo Francis Wedin à Reuters.
A Vulcan havia dito inicialmente que seu projeto, marcado por repetidos atrasos, começaria a produzir lítio em 2023, data que depois foi adiada para 2025. Agora, a empresa espera iniciar a produção em 2028.
Neste ano, a Vulcan encerrou seu antigo contrato de fornecimento com a montadora Renault para “liberar” parte do material para outros compradores. A Stellantis é uma grande compradora, além de uma das maiores acionistas da Vulcan.
Cerca de 90% do lítio produzido pela empresa nos primeiros dez anos já foi contratado, com a maior parte das vendas a preço fixo ou com “piso” ou “teto” de preço, segundo documentos da Vulcan.
O preço do carbonato de lítio estava sendo negociado a pouco menos de US$ 10 mil por tonelada no fim de outubro, abaixo dos mais de US$ 70 mil por tonelada em 2023, segundo a Benchmark Mineral Intelligence.
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Fonte: Folha de São Paulo


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