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Entenda mudanças no financiamento da casa própria
O novo modelo de crédito imobiliário, lançado pelo presidente Lula (PT) em outubro de 2025, busca facilitar o acesso da classe média e modernizar o SBPE, que libera empréstimos com recursos da poupança
O pacote também inclui o aumento do valor máximo dos imóveis que podem ser financiados pelo SFH (Sistema Financeiro de Habitação), que permitem que o trabalhador use seu FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço)
O limite do imóvel aumentou de R$ 1,5 milhão para R$ 2,25 milhões. O SFH garante um limite de juros de 12% ao ano. O aumento do teto é vital para famílias com renda acima de R$ 12 mil, que estavam sem opções de crédito mais barato
O FGTS pode ser usado para ajudar na entrada do imóvel, para abater o saldo devedor (amortização) e para pagar parte do valor das prestações de imóveis que sejam avaliados dentro do limite do SFH
Além disso, a Caixa Econômica Federal volta a financiar até 80% do valor de imóveis para a classe média, o que reduz o valor da entrada. Essa cota máxima de financiamento estava limitada a 70% do preço do imóvel desde 1º de novembro de 2024
O financiamento de até 80% do valor do imóvel se aplica especificamente aos financiamentos que usam o SAC (Sistema de Amortização Constante), no qual o valor das prestações diminui ao longo do tempo
A entrada mínima de 20% facilita o acesso para famílias com renda entre R$ 12 mil
e R$ 20 mil
Para contratos que usarem a tabela Price (com prestações com valor fixo), o limite máximo financiado pela Caixa foi mantido em 70% do valor total do imóvel
O pacote do governo libera, em um prazo de dez anos, os depósitos compulsórios da poupança. Atualmente, 20% dos valores depositados nas cadernetas ficam retidos no Banco Central e não podem ser usados pelos bancos para crédito
Os bancos deixam de ser obrigados a direcionar parte dos recursos da poupança para o crédito imobiliário, em uma estratégia que poderá incentivar as LCIs (Letras de Crédito Imobiliário)
O dinheiro da caderneta fica agora sem carimbo, mas para ter acesso livre aos recursos, as instituições terão de comprovar que concederam financiamentos habitacionais equivalentes
O ministro das Cidades Jader Filho estima que o novo sistema permitirá à Caixa injetar cerca de R$ 40 bilhões em contratações. Espera-se que 80 mil unidades adicionais sejam financiadas até o final de 2026
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Fonte: Folha de São Paulo


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