Planos de saúde reclamam de gasto com remédios de câncer – 13/10/2025 – Painel S.A.

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A FenaSaúde (Federação Nacional de Saúde Suplementar) criticou o aumento dos gastos de operadoras de planos de saúde com remédios para tratamento de câncer após aprovação, em 2022, da lei nº 14.307, que acelerou a incorporação de tecnologias ao chamado rol da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar).

Segundo dados divulgados pela agência na sexta (10), entre 2022 e 2024, os medicamentos representaram 81% das novas coberturas obrigatórias pelos planos, sendo que a alta maior foi com tratamentos oncológicos, cujas despesas somaram R$ 4,2 bilhões em 2024, um aumento de 63% ante 2021. Apenas os remédios orais contra o câncer representaram 70% das novas incorporações desde 2022.

Os gastos com tratamento para câncer, no entanto, equivalem a menos de 20% do total das despesas com medicamentos que os planos tiveram em 2024, que chegou a R$ 22,6 bilhões, apesar de a doença ser a uma das que mais matam no Brasil.

O diretor-executivo da FenaSaúde, Bruno Sobral, criticou a escalada das coberturas desses medicamentos desde 2022.

“O cenário revelado pela ANS reforça a importância de transparência, previsibilidade e avaliação técnica rigorosa no processo de incorporação de novas tecnologias, bem como nas medidas regulatórias e nas propostas legislativas, garantindo o equilíbrio entre acesso, inovação e sustentabilidade”, afirmou.

Com a elevação da incorporação de remédios, principalmente os oncológicos, no rol da ANS, subiu de 7,3%, em 2019, para 10,2%, em 2024, o peso dos medicamentos nas despesas assistenciais da saúde suplementar, segundo a agência.

Desde 2021, os gastos com medicamentos cresceram 61%. Descontando a inflação do período, a alta foi de 39,8%.

Mesmo com a elevação, as operadoras de planos de saúde tiveram lucro líquido de R$ 5,5 bilhões no Brasil no segundo trimestre deste ano. Isso representa mais que o dobro de igual período de 2024 (R$ 2 bilhões), segundo dados da ANS. É o maior resultado para o período desde 2020, nos primeiros meses da pandemia de Covid.

Com Luany Galdeano


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Fonte: Folha de São Paulo


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