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O mundo registrou no ano passado um crescimento recorde na capacidade instalada de energia renovável, mas o avanço ainda ficou aquém das metas necessárias para atingir o objetivo da ONU (Organização das Nações Unidas) de triplicar essa capacidade até 2030, aponta um relatório divulgado nesta terça-feira (14) por entidades globais do setor.
Mais de cem países reunidos na COP28, realizada em Dubai em 2023, concordaram em triplicar a capacidade de energias renováveis até 2030 como parte dos esforços para cumprir as metas climáticas globais.
O relatório —elaborado pela Irena (Agência Internacional de Energias Renováveis), pela Aliança Global de Renováveis e pela presidência brasileira da COP30— acompanha o progresso em direção a essa meta e foi publicado às vésperas da próxima conferência da ONU sobre o clima, que ocorrerá em Belém, no Pará, no mês que vem.
De acordo com o levantamento, 582 gigawatts (GW) de capacidade renovável foram adicionados em 2024, um aumento recorde que representa crescimento anual de 15,1%. Para alcançar a meta de 2030, será necessário manter uma taxa média anual de 16,6% entre 2025 e 2030.
Ao fim de 2024, a capacidade total instalada de energias renováveis no mundo somava 4.443 GW, ainda distante do objetivo de 11.174 GW necessário para triplicar o volume atual.
META AINDA É POSSÍVEL
Apesar do desafio, o diretor-geral da Irena, Francesco La Camera, afirmou à Reuters que a meta ainda pode ser alcançada.
“Podemos chegar a mais de 700 gigawatts, talvez 750 gigawatts de novas adições em 2025, o que significa que estamos fechando a lacuna”, disse ele em entrevista.
Segundo um relatório do centro de estudos Ember, divulgado na semana passada, as fontes renováveis geraram mais eletricidade que o carvão pela primeira vez no primeiro semestre de 2025.
Nos Estados Unidos, o presidente Donald Trump alterou neste ano os incentivos fiscais para projetos de energia solar e eólica, o que pode dificultar novos investimentos no setor. Mesmo assim, La Camera disse que o crescimento global deve continuar.
“Essa transição é irreversível”, afirmou. “O mercado de renováveis já fez sua escolha —é a forma mais barata de produzir eletricidade.”
Para que a meta seja atingida, o relatório ressalta que os governos precisam adotar políticas mais eficazes de incentivo às energias limpas, requalificar a força de trabalho e melhorar as cadeias de suprimento e a infraestrutura, como as redes de transmissão de energia.
Na segunda-feira (13), outro estudo —elaborado por 160 pesquisadores de todo o mundo e intitulado Global Tipping Points— alertou que o aquecimento global está cruzando limiares perigosos mais rápido do que o previsto.
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Fonte: Folha de São Paulo


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