EUA se aproximam de acordos comerciais com Argentina – 13/11/2025 – Mercado

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A Casa Branca anunciou nesta quinta-feira (13) que os Estados Unidos chegaram a entendimentos preliminares para acordos comerciais com Argentina, Equador, El Salvador e Guatemala que podem levar à redução de tarifas sobre produtos agrícolas como café e banana.

Segundo o governo, os acordos devem ser concluídos nas próximas duas semanas e abrem os mercados para a produção agrícola e industrial dos EUA. Os quatro países se comprometeram a não impor impostos sobre serviços digitais de big techs.

A Casa Branca indicou que as tarifas gerais de 10% impostas a produtos da Argentina, El Salvador e Guatemala, e de 15% aos originários do Equador, permanecerão sem mudanças, mas que haverá uma redução em um certo número de mercadorias. O Brasil, alvo de sobretaxas de 50%, não foi citado nos acordos.

Os quatro comunicados afirmam que os países latino-americanos também reforçarão o combate à pirataria e abrirão seus mercados a produtos americanos e, em troca, terão tarifas sobre alguns bens reduzidas. Os textos, contudo, não citam quais itens receberão alívio nem a magnitude da redução tarifária.

Segundo a Casa Branca, o governo americano tem mantido boas conversas com outros países da região, e os acordos podem reduzir o preço de bananas, cacau e café para os consumidores americanos.

O governo de Javier Milei, aliado do presidente dos EUA, Donald Trump, se comprometeu a abrir o mercado da Argentina a produtos e serviços americanos como medicamentos, veículos, equipamentos médicos e produtos agrícolas, incluindo carne bovina.

“A Argentina abriu seu mercado para gado vivo dos Estados Unidos, comprometeu-se a permitir o acesso de aves americanas ao mercado em até um ano e concordou em não restringir o acesso de produtos que usem determinados termos de queijos e carnes”, afirma o comunicado.

O país também vai simplificar os processos de registro de produtos de carne bovina dos EUA, incluindo carne, derivados e miúdos, e carne suína, além de deixar de exigir o registro para importações de produtos lácteos americanos. Com isso, a Argentina espera aumentar a cota de exportação de carne bovina, sem tarifas, de 20 mil para 80 mil toneladas. O país é um dos principais produtores de carne bovina do mundo.

Os EUA, por sua vez, removerão tarifas sobre certos insumos naturais e produtos farmacêuticos não patenteados e considerarão os efeitos do acordo em decisões de segurança nacional. O texto também menciona compromissos de cooperação em minerais críticos e comércio digital, com reconhecimento mútuo de padrões e assinaturas eletrônicas.

Pouco depois do anúncio, o chanceler argentino, Pablo Quirno, afirmou no X que o acordo “cria as condições para aumentar os investimentos dos Estados Unidos na Argentina e inclui redução de tarifas para indústrias-chave, ampliando o comércio bilateral entre os dois países”.

Nesta quarta (12), o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou que anunciaria nos próximos dias medidas para reduzir os preços de produtos como café, bananas e outros itens que são importados pelo país. Na terça (11), o presidente Donald Trump anunciou que vai reduzir “algumas tarifas” sobre o café, um dos principais produtos exportados pelo Brasil, mas também não deu maiores detalhes.

Com o presidente Daniel Noboa, do Equador, o entendimento reduz ou elimina tarifas sobre máquinas, veículos, produtos de saúde, tecnologia e itens agrícolas dos EUA. O país também criará cotas tarifárias para outros bens e acelerará reformas em licenças e registros de importação de alimentos.

Washington se comprometeu a eliminar tarifas sobre produtos equatorianos que não competem com a produção doméstica. O texto também prevê cooperação em investimentos e inovação, supervisionada por um conselho bilateral de comércio e investimento.

Há ainda medidas para facilitar o comércio digital, descartando a imposição de impostos sobre serviços online, e reforçar a cooperação em segurança econômica e cadeias de suprimentos.

A Guatemala prometeu remover barreiras não tarifárias que afetam exportações dos EUA, como restrições a produtos farmacêuticos e agrícolas e aceitar padrões automotivos e certificados sanitários americanos. Também adotará regras mais rígidas de propriedade intelectual, combaterá pirataria e evitará restrições ligadas a denominações de origem de alimentos.

O país ainda se comprometeu a proibir importações produzidas com trabalho forçado, reforçar proteção ambiental e facilitar o comércio digital, sem impor taxas discriminatórias a serviços online.

Como contrapartida, Washington retirará tarifas sobre alguns produtos guatemaltecos, especialmente têxteis e bens agrícolas.

El Salvador aceitou eliminar barreiras administrativas a produtos dos EUA, reconhecer certificados e normas americanas e restringir práticas discriminatórias em serviços digitais.

O país reafirmou compromissos de proibição ao trabalho forçado, proteção ambiental e combate a subsídios a estatais. Também fortalecerá cooperação em segurança econômica, ponto de interesse crescente para Washington na América Latina.

Em troca, os EUA retirarão tarifas sobre produtos salvadorenhos, como têxteis e manufaturados.

O pacto “reforça e amplia nossa relação econômica de longa data”, afirmou o comunicado conjunt, publicado também pelo presidente salvadorenho, Nayib Bukele, no X, acompanhado da palavra “amigos”.

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Fonte: Folha de São Paulo


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