Ambipar: bancos não querem recuperação judicial no Rio – 09/10/2025 – Painel S.A.

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A Ambipar está finalizando os acertos para ingressar com pedido de recuperação judicial da empresa na semana que vem. Um dos principais pontos de divergência, porém, é o foro onde será protocolado o processo.

A companhia entende que precisa ser no Rio de Janeiro, principal estado onde estão estabelecidas suas atividades de gestão de resíduos. Seus maiores clientes são do setor de óleo e gás, que, por sua vez, estão no Rio.

Bancos credores, porém, discordam. O argumento é de que a sede administrativa da Ambipar fica em São Paulo, por isso, é nesse estado onde o processo precisa tramitar. Pessoas a par do processo, porém, dizem que o interesse dos bancos está atrelado a uma visão de que a Justiça paulista acaba dando mais decisões favoráveis aos credores, por isso a preferência.

Nem bancos nem fornecedores do Rio, porém, são os principais detentores da dívida da Ambipar. Segundo o balanço financeiro do segundo trimestre, a dívida bruta da companhia soma R$ 10,7 bilhões. Desse total, 51,4% correspondem a green bonds, títulos verdes emitidos no exterior.

Segundo uma pessoa envolvida com o processo de recuperação, hoje esses bonds já representam 70% da dívida da companhia.

O principal motivo para a crise da empresa, que a levará a um processo de recuperação judicial, é um contrato de swap da dívida com um banco estrangeiro, no valor de US$ 550 milhões, que não passou pela aprovação do conselho de administração da Ambipar. Essa operação, segundo um comunicado da companhia ao mercado, envolve os green bonds emitidos pelo grupo.

O balanço da empresa do segundo trimestre diz que o prejuízo com a operação de swap de suas dívidas e novos financiamentos para investimentos foram os principais motivos para o incremento de R$ 153 milhões na dívida bruta da companhia.

A grande estratégia da Ambipar, agora, é responsabilizar terceiros pelo contrato de swap. Em primeiro lugar, a empresa prepara uma medida criminal contra seu ex-CFO (diretor financeiro), João Daniel Piran de Arruda.

Ele deixou o cargo três dias antes de a crise da Ambipar vir a público. Ele assina o aditivo contratual que gerou a crise na empresa.

Consultada, a Ambipar disse que não vai comentar.

Com Luany Galdeano


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Fonte: Folha de São Paulo


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