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O ministro do Comércio da França, Serge Papin, anunciou que o governo denunciou outras seis plataformas online, cinco delas (AliExpress, Joom, eBay, Temu, Wish) por venderem produtos ilegais, após adotando o mesmo procedimento que foi feito contra a Shein.
A unidade antifraude francesa (DGCCRF) descobriu “que a AliExpress e Joom também vendiam bonecas pedopornográficas”, denúncia semelhante contra a Shein, e que Wish, Temu, AliExpress e eBay “vendiam armas de categoria A, como socos ingleses e facões”, declarou o ministro ao jornal Le Parisien.
Além disso, Wish, Temu e Amazon —a sexta plataforma questionada— “não respeitavam suas obrigações de filtrar” as imagens de caráter pornográfico para que menores não pudessem vê-las, informou Papin.
“Notificamos o procurador da República sobre todas as plataformas que ofereciam conteúdos ilícitos”, diss o ministro. “No caso da Shein, também solicitamos sua suspensão perante a Justiça. Qualquer plataforma que comercialize artigos ilícitos receberá o mesmo tratamento”, advertiu.
Consultado pela AFP, o eBay assegurou que continuará “trabalhando incansavelmente para impedir a venda de artigos proibidos em sua plataforma” e “cooperando com as autoridades reguladoras francesas neste assunto”.
As demais plataformas —exceto Shein— foram procuradas pela AFP, mas não responderam até a publicação da reportagem.
Na semana passada, o governo anunciou que havia constatado a venda de produtos ilícitos em outras plataformas além da Shein e prometeu que seriam abertos “novos processos” contra elas.
Anteriormente, descobriu-se que a gigante chinesa do comércio eletrônico vendia bonecas sexuais com aparência infantil e armas de categoria A.
A plataforma removeu de seu site todos os produtos ilícitos e evitou, até o momento, sua suspensão na França, mas os processos contra a empresa continuam em andamento.
O grupo foi chamado a comparecer à Assembleia Nacional (câmera baixa) nesta terça-feira (18) para esclarecer os controles que adotou para produtos importados para a França, mas ainda não confirmou sua presença.
A Shein abriu sua primeira unidade física em 5 de novembro na famosa loja de departamentos BHV, no centro de Paris, e planejava abrir outras no país. Porém, estas inaugurações serão adiadas por “alguns dias ou algumas semanas” para adaptar “a oferta” e a “política de preços”, indicou o chefe da empresa proprietária da BHV, Frédéric Merlin, na sexta-feira (14).
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Fonte: Folha de São Paulo


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