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A Folha promoveu nesta quinta-feira (18) a quinta edição da C-Level Call, bate-papo semanal das jornalistas Adriana Fernandes e Idiana Tomazelli com os assinantes do jornal.
A edição desta semana debateu o aumento da pressão sobre o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, pela redução da taxa de juros, a dificuldade do governo para controlar a dívida pública e a influência do conturbado clima político de Brasília sobre a agenda econômica.
O encontro ocorre todas as quintas-feiras, sempre às 18h. Para enviar perguntas e receber o link da transmissão, basta se inscrever clicando neste link.
O primeiro tema do encontro foi a decisão do Copom de manter a taxa Selic no patamar atual de 15%, enquanto o Fed, equivalente ao BC nos Estados Unidos, reduziu a taxa americana.
“A decisão de ontem do Fed [autoridade monetária americana] coloca mais pressão sobre o presidente do Banco Central”, avalia Adriana Fernandes. Ela diz que esse novo fator se soma às expectativas do setor produtivo e do governo por uma redução da taxa Selic.
“Alguns economistas colocavam [a queda na taxa] para o mês de março [de 2026], agora já começa a se falar que há um espaço para que isso ocorra um pouco mais cedo”, comentou a repórter Idiana Tomazelli. “E tem gente que começa a falar na possibilidade de algum corte até o fim do ano, mas isso ainda é muito incipiente”.
Relação entre deflação e política monetária
Idiana também lembrou que a deflação registrada no mês de agosto não pode ser atribuída apenas à política de juros restritiva, uma vez que houve redução no preço da tarifa de energia.
“Quando o Banco Central toma a decisão de política monetária, ele não está olhando para o cenário de hoje, ele está olhando à frente”, afirmou a repórter. “Esse resultado [de agosto], particularmente, ele tinha alguns efeitos pontuais, como o bônus de Itaipu, que é um desconto que caiu aí na conta de luz.”
Clima de Brasília atrapalha pauta econômica
Para Adriana Fernandes, o pesado clima político de Brasília –gerado pela condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), a tramitação da anistia aos condenados por atos golpistas e a aprovação da PEC da Blindagem– tem tirado o foco das pautas econômicas e das contas públicas.
“Essas pautas vão se acumulando e vão tomando conta da pauta econômica”, disse a repórter especial e colunista da Folha. “Os problemas aqui em Brasília estão girando ao redor da crise política que o Brasil vive.”
Gastos do governo e dívida pública
Segundo estudo produzido pelo FGV Ibre (Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas), as medidas de ajuste adotadas pela equipe do ministro Fernando Haddad (Fazenda) vão ajudar a cumprir as regras fiscais nos próximos anos, mas são insuficientes para estabilizar a dívida pública.
A repórter Idiana Tomazelli lembrou que haverá uma pressão por gastos adicionais em 2026, antes da realização das eleições presidenciais.
“É pouquíssimo provável que o governo não dê algum tipo de reajuste no Bolsa Família, dado que o benefício está com os mesmos valores desde março de 2023”, comentou. “E mesmo que não sejam gastos que aparecem no orçamento, já está se desenhando algumas coisas, como o subsídio no programa de crédito para reformas [residenciais]. O gasto continua firme e forte”.
A C-Level Call faz parte do C-Level, novo produto do jornal dedicado a investidores e executivos, que inclui blog, grupo de WhatsApp, newsletter e videocast semanal com empresários e representantes do poder político.
Adriana Fernandes é colunista e repórter especial da Folha em Brasília. Ela escreve sobre economia e política. Idiana Tomazelli é repórter de economia da sucursal, especializada em contas públicas e benefícios sociais.
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Fonte: Folha de São Paulo


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