Cotistas de fundo do Master questionam transação com Allos – 09/12/2025 – Painel S.A.

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Os cotistas do fundo imobiliário Macam Shopping, administrado pela corretora do Banco Master e gerido pela BlueMac Asset, questionam a gestão financeira dos seus ativos e a prestação de contas do ano de 2024, especialmente a entrega de 90% do Boulevard Shopping Brasília para a Allos como pagamento pela compra anteriormente dos 50% do empreendimento.

Em assembleia geral que aconteceu em 30 de setembro, 68% dos cotistas votaram pela rejeição das demonstrações financeiras do ano passado. O resultado demonstra desconfiança dos cotistas em relação à condução do fundo antes mesmo de o Banco Master ser liquidado pelo Banco Central no mês passado.

Os investidores alegam inconsistências nas contas do fundo, falta de transparência e decisões injustificadas.

Segundo a ata da reunião, os investidores disseram ser insuficientes as explicações dadas pelos responsáveis pelo fundo sobre a entrega de 90% da participação no Boulevard Shopping Brasília para a Allos —maior administradora de shoppings do Brasil resultado da fusão entre a Aliansce Sonae e a brMalls.

A dívida do fundo com a Allos era de 50% do shopping referente à compra do ativo, mas uma parcela maior dele foi entregue para quitá-la, em acordo selado apenas em outubro deste ano, mas já conhecido antes pelos cotistas.

Os investidores acham que, pelo valor investido, o caixa do fundo era suficiente para honrar com o pagamento, tendo sido desnecessário se desfazer do ativo para quitar a dívida.

Consultados, a gestora BlueMac e o Banco Master não se manifestaram até a publicação da reportagem.

Quem é quem

A gestão do fundo é de responsabilidade até o momento —uma vez que os investidores pedem uma troca no comando— pela BlueMac Asset. O papel dela é montar a carteira do produto financeiro e executar as operações.

A BlueMac tinha como sócio até novembro deste ano Maurício Quadrado, ex-sócio de Daniel Vorcaro, que chegou a ser preso no mês passado no contexto da liquidação do Banco Master. Antes chamada Macam Asset, a gestora mudou de nome em maio do ano passado no mesmo movimento da saída de Quadrado do Master, quando ele levou junto o banco de investimento Letsbank e a Macam Asset.

Quadrado montou uma equipe com todos os 250 funcionários do Letsbank e mudou o nome do banco de investimento para BlueBank. O Banco Central, porém, não aprovou o registro do banco. O Letsbank, então, voltou para o Master, e Quadrado toca a Blue como uma gestora, não mais um banco de investimento.

Maurício Quadrado fazia parte do quadro societário da BlueMac por meio do fundo Jaguar, administrado pela Trustee —esta última investigada na Operação Carbono Oculto, deflagrada em agosto contra a atuação de facções no setor financeiro. A Trustee , que é de Quadrado, administra 13 fundos ligados ao Master.

Levantamento da Folha identificou que 18 dos 34 fundos declarados pelo Master em seu balanço são administrados por Trustee e Reag, que também foi alvo da Carbono Oculto. Juntas, elas são as duas principais parceiras do Banco Master.

Consultado pela reportagem, Quadrado não comentou.

Fundo entra na liquidação

A administradora do fundo imobiliário Macam Shopping, a Master Corretora —cujo papel não envolve decisões de investimento—, foi afetada pela liquidação do Banco Master, o que eleva a preocupação dos cotistas neste momento.

O destino dos ativos que estão sob gestão da corretora agora está nas mãos do liquidante nomeado pelo Banco Central, Eduardo Félix Bianchini, servidor aposentado do BC e dono da EFB Regimes Especiais de Empresa.


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Fonte: Folha de São Paulo


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