Meta: Demissões atingem equipe de riscos à privacidade – 24/10/2025 – Mercado

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Em mensagem enviada a funcionários na quarta-feira (23), Alexandr Wang, diretor de IA (inteligência artificial) da Meta, informou que a empresa demitirá 600 pessoas de sua divisão de IA. Segundo ele, os cortes têm como objetivo acelerar o desenvolvimento de novos produtos.

“Com uma equipe menor, serão necessárias menos conversas para tomar uma decisão”, escreveu Wang em um memorando interno obtido pelo New York Times.

Mas, entre as demissões na divisão de IA, havia outros cortes significativos. A empresa dispensou mais de cem funcionários do departamento de revisão de riscos, segundo três pessoas familiarizadas com a medida e memorandos internos vistos pelo NYT. Esse grupo é composto principalmente por funcionários encarregados de garantir que os produtos da Meta cumpram o acordo com a Comissão Federal de Comércio (FTC) dos EUA e as regras de privacidade de órgãos reguladores em todo o mundo, disseram as fontes.

Em comunicado interno, Michel Protti, diretor de privacidade da Meta, afirmou que a empresa reduziria a equipe de riscos e substituiria a maior parte das revisões manuais por sistemas automatizados.

“Ao migrar de análises manuais e sob medida para um processo mais consistente e automatizado, conseguimos obter resultados de conformidade mais precisos e confiáveis em toda a Meta”, escreveu Protti. “Permanecemos comprometidos em desenvolver produtos inovadores enquanto cumprimos nossas obrigações regulatórias.”

Protti não especificou o número de cargos afetados, mas funcionários descreveram a medida como uma “dissolução completa” da equipe responsável por revisar projetos da Meta em busca de riscos à privacidade e à integridade, segundo duas pessoas com conhecimento do assunto. A empresa está demitindo muitos funcionários do escritório de Londres e provavelmente mais de cem em toda a organização de riscos.

“Realizamos mudanças organizacionais regularmente e estamos reestruturando nossa equipe para refletir a maturidade do programa e inovar mais rapidamente, mantendo altos padrões de conformidade”, disse a Meta em nota. Algumas informações sobre os cortes foram divulgadas anteriormente pelo Business Insider.

As demissões ocorrem em meio a uma reestruturação ampla da Meta, liderada por Mark Zuckerberg nos últimos três anos, enquanto a empresa tenta concorrer com rivais como a OpenAI, criadora do ChatGPT.

Segundo três fontes ouvidas pelo NYT, executivos da Meta têm se mostrado frustrados com a lentidão no desenvolvimento de produtos. Uma das divisões que mais retardavam esse processo era justamente a área de riscos e conformidade.

Em 2019, a FTC obrigou a Meta a criar novos cargos e práticas para aumentar a transparência e a responsabilidade sobre o uso de dados de usuários. O órgão também impôs multa recorde de US$ 5 bilhões à empresa por enganar usuários sobre o controle que tinham sobre sua privacidade.

Desde então, a área de riscos da Meta é encarregada de supervisionar e auditar todos os novos produtos em busca de ameaças à privacidade ou mudanças que possam violar o acordo com a FTC firmado naquele ano.

Em 2020, Protti havia dito que as mudanças trariam “um novo nível de responsabilidade” e garantiriam que a privacidade fosse responsabilidade de todos no Facebook.

Funcionários atuais e antigos da área de riscos afirmaram duvidar da eficácia da substituição por sistemas automatizados, especialmente em questões sensíveis como a privacidade dos usuários. A Meta vem sendo monitorada de perto pela FTC e pelo Departamento de Justiça dos EUA, além de enfrentar forte investigação de reguladores europeus.

No último ano, a empresa começou a automatizar parte de suas auditorias de risco, dividindo as análises em dois níveis: atualizações consideradas “de baixo risco” passaram a ser revisadas automaticamente e posteriormente auditadas por humanos; já as “de alto ou novo risco” permanecem sob revisão imediata de auditores humanos, segundo pessoas familiarizadas com o processo.

Em agosto, a Meta dividiu sua divisão de IA em quatro áreas: Fair, o braço de pesquisa científica; TBD Labs, voltado ao desenvolvimento de “superinteligência”; uma divisão de novos produtos e uma área de infraestrutura, responsável por data centers e hardware de IA.

Além da equipe de riscos, as demissões também atingiram membros veteranos da Fair e funcionários que trabalharam em versões anteriores do modelo de IA de código aberto da Meta, o Llama. Entre os dispensados está Yuandong Tian, diretor de pesquisa da Fair e funcionário da empresa havia oito anos.

Uma divisão, porém, foi poupada: a TBD Labs, composta principalmente por novos e altamente remunerados pesquisadores dedicados à próxima geração de sistemas de IA, a mesma área liderada por Wang.

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Fonte: Folha de São Paulo


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