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O segmento de entrada no mundo dos carros 100% elétricos vai se estabilizar na faixa de R$ 100 mil. Esse é o valor cobrado pelo Renault Kwid E-Tech, que chega ao mercado na linha 2026 com uma nova carroceria.
Produzido na China, o compacto muda também no interior, com tela sensível ao toque para a central multimídia e painel de instrumentos configurável.
A BYD já prepara a reação e deve lançar uma opção mais em conta do Dolphin Mini, que hoje custa R$ 119.990. A linha 2026 está sendo montada na fábrica de Camaçari (BA), o que vai garantir redução tributária. O modelo é o mais vendido entre os carros a bateria, com 22,9 mil unidades emplacadas entre janeiro e setembro.
A Renault ainda engatinha no segmento. Todos seus modelos puramente elétricos somam apenas 1.159 licenciamentos no acumulado do ano, segundo a Fenabrave (associação dos distribuidores de veículos). O novo Kwid E-Tech chega para crescer em vendas e popularizar o segmento, mas sem abrir mãos de equipamentos de segurança.
O compacto traz sensores que leem as faixas no asfalto, frenagem autônoma para evitar colisão iminente, reconhecimento de placas de velocidade, detector de fadiga e seis airbags. O câmbio é automático, e a lista de itens de série inclui ainda ar-condicionado, direção assistida e acionamento elétrico de vidros, travas e retrovisores.
A potência é de 65 cv, número próximo de modelos de apelo popular com motor 1.0 flex. Entretanto, o torque imediato comum aos elétricos faz parecer que há mais força disponível, principalmente na cidade.
Segundo a Renault, o Kwid E-Tech é ágil no trânsito, podendo acelerar do zero aos 50 km/h em 4,1 segundos. A bateria é compacta, com 26,8 kWh de capacidade, o que possibilita a recarga em tomadas residenciais de 20A, como as usadas em fornos elétricos ou de micro-ondas.
Contudo, a autonomia é baixa. De acordo com o padrão adotado pelo Inmetro, o compacto elétrico da Renault é capaz de rodar 180 km com uma carga completa. No uso real na cidade, o alcance deve ficar pouco acima dos 200 km.
Com a mudança da carroceria, é esperada a melhora na ergonomia, outro ponto fraco do Renault Kwid. O modelo original não oferece bom espaço para o pé esquerdo, além de faltar regulagem de profundidade da coluna de direção.
Mas o preço é o principal fator de compra, por fazer do Kwid E-Tech o carro mais em conta entre todos os modelos zero-quilômetro automáticos disponíveis no mercado nacional.
O BYD Dolphin Mini também mudou na linha 2026, recebendo um novo ajuste na suspensão traseira. Seu alcance é superior a 300 km e há mais espaço para as pernas na segunda fila de assentos.
Os hatches da Renault e da BYD devem atrair um público que hoje dirige compactos a combustão, mas tem a possibilidade de recarregar um elétrico na garagem de casa e não precisa do veículo para longas viagens. É um mercado a ser desbravado.
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Fonte: Folha de São Paulo


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