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O Grupo Fit, dono da Refit (ex-refinaria de Manguinhos) e ligado ao empresário Ricardo Magro (foto), se tornou alvo da “Operação Poço de Lobato” por suspeita de fraude fiscal
A fraude fiscal sob investigação é estimada em R$ 26 bilhões. A Refit é considerada o maior devedor contumaz do Brasil, dedicada à inadimplência recorrente e intencional
A operação cumpriu mandados de busca e apreensão contra 190 alvos (pessoas físicas e empresas) no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Bahia, Maranhão e Distrito Federal
Cerca de R$ 10 bilhões em bens foram bloqueados dos envolvidos no grupo econômico.A ação conjunta envolveu Receita Federal, PGFN (Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional) e os Ciras (comitês interinstitucionais de recuperação de ativos), além de Polícias e Gaecos
As autoridades avaliam que o Grupo Fit se sustenta há anos com um esquema que vai “do porto ao posto sem pagar imposto”, integrando fraude aduaneira e sonegação na estratégia de negócio
Em São Paulo, fiscais afirmam que o Grupo Fit organizou esquemas sobrepostos para dificultar o recolhimento de ICMS e simular operações interestaduais com combustíveis
A Refit, contudo, nega a tentativa de ocultar receitas. A empresa alega que os débitos tributários apontados são alvo de questionamento judicial, prática comum entre inúmeras empresas
O entendimento é que o Grupo Fit opera nos moldes de uma organização criminosa, associada a terceiros para sonegar, fraudar e ocultar patrimônio
A estrutura é descrita como sofisticada, utilizando uma rede que inclui holdings, offshores, fundos de investimento e instituições de pagamento para movimentar bilhões de reais
O esquema usava uma empresa financeira “mãe” controlando diversas “filhas” e brechas regulatórias como as “contas-bolsão”, dificultando o rastreamento dos recursos ilícitos
O Grupo Fit usou 50 fundos de investimento para ocultar patrimônio, um número quase três vezes maior que o inicialmente projetado. Fundos fechados com cotistas únicos eram comuns
O braço internacional é sofisticado, envolvendo a aquisição de uma exportadora no Texas. Offshores em Delaware (EUA) são usadas, permitindo anonimato e blindagem patrimonial
Há suspeita de importação com falsa declaração do conteúdo (gasolina como derivados de petróleo) e indícios de aditivos químicos não autorizados. Mais de R$ 70 bilhões foram movimentados em um ano
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Fonte: Folha de São Paulo


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