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O impacto da desigualdade salarial para mulheres
A desigualdade salarial acontece quando pessoas que exercem as mesmas funções recebem salários distintos, devido a questões como gênero, raça e etnia ou outras características
Segundo a ONU, as mulheres ganham, em média, 20% a menos do que os homens
Em julho de 2023, o presidente Lula (PT) sancionou a lei que estabelece igualdade salarial entre homens e mulheres que exerçam a mesma função
A CLT (Consolidação das Leis Trabalhistas) já previa multa em caso de remunerações desiguais, mas a nova lei prevê penas maiores
Empresas que desrespeitarem a legislação recebem multas equivalentes a dez vezes o maior valor pago pelo empregador. Em caso de reincidência, o valor será 100% maior
Companhias com mais de cem empregados serão obrigadas a publicar semestralmente relatórios de transparência salarial
Em novembro de 2025, o relatório do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego) apontava uma diferença de 21% nos salários dos homens em relação ao das mulheres
A remuneração média feminina é de R$ 3.908,76, contra R$ 4.958,43 entre os homens
Mulheres negras —pretas e pardas— ganham 53,3% menos que homens brancos. A média salarial delas é de R$ 2.986,50, enquanto a deles chega a R$ 6.391,94
Especialistas apontam que a maternidade é o grande diferencial entre homens e mulheres quando se trata de desigualdades no mercado de trabalho
Em outubro de 2025, a Câmara dos Deputados aprovou o projeto que aumenta a licença-paternidade gradualmente de 5 para 20 dias
Movimentos feministas defendem a ampliação como forma de reduzir a desigualdade salarial entre os gêneros
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Fonte: Folha de São Paulo


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