OMS alerta para ‘nova onda alarmante’ de dependência em nicotina causada por cigarros eletrônicos

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Entidade estimou pela primeira vez que mais de 100 milhões de pessoas usam cigarros eletrônicos em todo o mundo, entre elas, ao menos 15 milhões de crianças de 13 a 15 anos, principalmente em países de alta renda

Reprodução/ Ministério da Saúdecigarro eletrônico
OMS estimou pela primeira vez que mais de 100 milhões de pessoas usam cigarros eletrônicos em todo o mundo

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou nesta segunda-feira (6) para uma “nova e alarmante onda de dependência em nicotina” provocada pelo uso crescente de cigarros eletrônicos, especialmente entre crianças e adolescentes. Segundo a entidade, milhões de jovens já estão viciados nesses dispositivos, apresentados pela indústria como alternativas menos nocivas ao cigarro tradicional. Em comunicado, a OMS estimou pela primeira vez que mais de 100 milhões de pessoas usam cigarros eletrônicos em todo o mundo — entre elas, ao menos 15 milhões de crianças de 13 a 15 anos, principalmente em países de alta renda.

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“Os cigarros eletrônicos alimentam uma nova onda de dependência em nicotina”, afirmou Etienne King, diretor de Determinantes da Saúde, Promoção e Prevenção da OMS. O órgão das Nações Unidas destacou que, embora muitas vezes os dispositivos sejam promovidos como ferramentas para reduzir riscos ou ajudar a parar de fumar, eles acabam criando dependência precoce em nicotina e ameaçando décadas de avanços na luta contra o tabagismo.

Apesar do declínio no número de fumantes tradicionais — que caiu de 1,38 bilhão em 2000 para 1,2 bilhão em 2024 —, a OMS observa que a indústria do tabaco tem mudado de estratégia para manter sua base de consumidores. Atualmente, um em cada cinco adultos no mundo ainda é dependente de tabaco. O tabagismo segue sendo uma das principais causas de morte evitável: mais de sete milhões de pessoas morrem por ano devido ao consumo direto, e outras um milhão por exposição ao fumo passivo, segundo dados da OMS.

*Com informações da AFP



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Fonte: Jovem Pan


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