ONG aliada da Petlove rompe com Cobasi por fusão com Petz – 06/10/2025 – Painel S.A.

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A fusão entre Petz e Cobasi foi anunciada em abril do ano passado. Em julho, três meses depois, o Instituto Caramelo, ONG que até então vinha recebendo doações de materiais, alimentos e outras iniciativas de caráter filantrópico da Cobasi, rompeu com a empresa ao mesmo tempo em que passou a ser patrocinada pela Petlove. A ONG hoje faz campanhas na internet contra a fusão da Petz com a Cobasi.

O instituto tem em seu conselho consultivo Marcio Waldma, fundador da Petlove. A empresa vem se manifestando contrariamente à fusão junto ao Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), por considerar que ela traz alto risco de concentração de mercado. Para a companhia, isso restringirá a expansão da concorrência.

Antes do patrocínio com a Petlove, o Instituto Caramelo não se posicionou contra o negócio.

Consultado, o Instituto Caramelo disse que é uma organização independente, “guiada unicamente pelo compromisso com o bem-estar animal e o interesse público”, e que a decisão de encerrar a parceria com a Cobasi foi tomada justamente por causa do anúncio da fusão da empresa com a Petz.

A ONG também disse que rompeu com a Cobasi por causa da “lamentável postura da empresa durante a tragédia no Rio Grande do Sul”, quando quase 200 animais foram deixados em uma loja da empresa durante a inundação no estado e acabaram mortos.

“Desde então, o instituto reafirmou sua autonomia e tem se manifestado sobre temas de relevância nacional, incluindo os riscos de concentração de mercado no setor pet, sempre com base em critérios técnicos e de coerência com sua missão institucional”, diz o instituto.

‘Nova era de abandonos’

A fusão foi aprovada sem restrições pela Superintendência-Geral do Cade, mas o caso ainda vai ser julgado pelo tribunal do órgão antitruste.

Com a pressão da Peltlove, na semana passada, o Cade convocou uma audiência pública para o dia 17 deste mês com o intuito de discutir o mercado de pets no Brasil, em um ação inédita do órgão antitruste enquanto ocorre um processo de análise de fusão.

O Instituto Caramelo disse esperar que Petz e Cobasi participem da discussão, já que as empresas não compareceram na audiência pública no Congresso Nacional aberto para debater a fusão.

A ONG afirmou ao Painel S.A. que o negócio levanta preocupações sobre níveis de concentração “que, em determinadas praças, ultrapassam 100% do mercado, configurando um retrocesso competitivo e institucional para o setor pet brasileiro —conforme revelado em estudo desenvolvido pela Ferres Consultoria e anexado ao processo do Cade.”.

Na internet, o Instituto Caramelo, que tem R$ 1,3 milhão de seguidores, encabeça a campanha “Não ao Monopólio Pet”, em que afirma que a fusão criará o maior monopólio do setor, responsável pela elevação de preços da ração, dos produtos para animais de estimação, vacinas e todos os serviços veterinários.

Em tom apocalíptico, o material publicitário diz que o resultado do negócio será uma “nova era de abandonos em massa de cães e gatos no Brasil”.

O vídeo diz ainda que os pequenos pet shops de bairro serão penalizados, com quebradeira geral no mercado.

Segundo o instituto, mais de 15 mil pessoas aderiram à sua campanha e assinaram, em poucas semanas, o abaixo-assinado da ONG.

Com Luany Galdeano


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Fonte: Folha de São Paulo


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