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Seis companhias aéreas cancelaram desde sábado (22) os voos com a Venezuela, após os EUA alertarem a aviação civil sobre um “aumento da atividade militar” em meio ao destaque de forças norte-americanas no Caribe.
As empresas Gol, Latam, Avianca, Iberia e TAP anunciou o cancelamento dos seus voos, segundo as associações de linhas aéreas (Alav) e de agências de viagens (Avavit). Separadamente, a Turkish Airlines anunciou o cancelamento dos seus voos entre 24 e 28 de novembro.
A Alav havia incluído a Caribbean Airlines nessa lista, mas a empresa de Trinidad e Tobago deixou de operar no país em setembro.
A decisão foi tomada antes de os EUA declararem o Cartel de los Soles da Venezuela como uma organização terrorista estrangeira responsável por “violência em todo o nosso hemisfério” e pelo tráfico de drogas para os Estados Unidos e a Europa.
A designação faz parte de uma campanha de pressão do governo Donald Trump contra o ditador venezuelano Nicolás Maduro, o suposto líder do cartel. O regime venezuelano chamou de “ridículo” o plano dos EUA. Maduro sempre negou qualquer envolvimento em crimes e acusa os EUA de tentar derrubá-lo para controlar as vastas reservas de petróleo da Venezuela.
Washington mobilizou no Caribe os maiores porta-aviões do mundo, acompanhados por uma frota de navios de guerra e caça, para realizar operações antidrogas, uma ação que Maduro denunciou como “uma ameaça” para tirá-lo do poder.
A FAA (Administração Federal de Aviação dos EUA) solicitou na quinta-feira (20) às aeronaves que cruzam o espaço aéreo venezuelano para aumentar sua precaução, devido a um “agravamento da situação de segurança e ao aumento da atividade militar na Venezuela e em seus arredores”.
Desde setembro, as forças norte-americanas atacaram mais de 20 embarcações dedicadas ao narcotráfico no Mar do Caribe e no Pacífico Oriental, causando a morte de 83 pessoas.
“A Turkish Airlines foi bastante específica. No caso das demais companhias aéreas, não recebemos comunicados claros sobre quais seriam os dados”, informou a presidente da Avavit, Vicky Herrera.
Copa, Air Europa, PlusUltra e Wingo não se pronunciaram sobre seus voos. Já as venezuelanas Láser, Avior e Estelar informaram que operam normalmente.
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Fonte: Folha de São Paulo


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