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Após três quedas mensais seguidas, a busca dos brasileiros por crédito voltou a subir em julho na comparação com o mês anterior, mesmo após a alta da taxa básica de juros pelo Banco Central em junho. Hoje, a Selic está em 15%.
A alta foi puxada pelas classes de menor poder aquisitivo, segundo o Indicador de Demanda dos Consumidores por Crédito da Serasa Experian. O crescimento acumulado em 12 meses na procura por empréstimo foi de 6,9%, após subir 6,6% em junho, o menor aumento do ano.
O resultado de julho foi puxado pela busca por crédito de consumidores que ganham até um salário mínimo. Nesse grupo houve uma alta de 11,9%. Em seguida, vieram os brasileiros com renda entre um a dois salários mínimos, com elevação de 8,7%.
Entre os que ganham de dois a cinco salários mínimos, o crescimento foi de 2,2%, e quem recebe de cinco a dez salários acelerou a demanda em 2%. A população com renda maior de 10 salários mínimos fez aumentar em 2,6% a busca por empréstimo.
Segundo a economista Camila Abdelmalack, da Serasa, em um cenário de inadimplência recorde, com 78,2 milhões de brasileiros negativados, há um movimento crescente de busca por alternativas para reorganizar o orçamento e manter os compromissos em dia, o que explica essa aceleração de busca por crédito.
Importante ressaltar que o indicador registra se o consumidor realizou algum pedido por crédito, mas não mostra se o banco concedeu o empréstimo ou não.
Ainda assim, apesar dessa aceleração em julho, Abdelmalack diz que a tendência é de desaceleração. Ela observa que o ambiente de juros elevados encareceu as renegociações e restringiu o acesso ao crédito, o que desestimula a tomada de novos empréstimos.
Com Stéfanie Rigamonti
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Fonte: Folha de São Paulo


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